Arte e Cultura

Peter Lamborn Wilson

hakimPeter Lamborn Wilson ou Hakim Bey é um americano nascido em 1945. É escritor, poeta e ensaísta e está entre os autores que discutem o conceito de Zona Autônoma Temporária (TAZ). É um autor controverso, tanto que, por vezes, tem sido chamado de “Profeta do Caos.” Tem também publicado textos importantes sobre o Sufismo.

Memética

É um modelo de transmissão de informação cultural baseado na existência dos memes. Esse termo surgiu pela primeira vez com Richard Dawkins, que propôs que os memes seriam unidades replicantes de ideias ou informação. Essas unidades seriam transmitidas de uma mente à outra através da arte, da mídia, da fala ou dos gestos e se propagariam se fossem suficientemente eficientes.

Link externo

Social and Cultural evolution

Howard Bloom

howard_bloomH. Blomm (nascido em 1943) é um escritor americano, envolvido com artistas e cientistas. Em seus livros, ele tem desenvolvido uma série de ideias sobre a evolução da cultura e do pensamento humano, e como issso vem moldando o comportamento das massas.

Sugestões de Livros

  • Lucifer Principle: A Scientific Expedition into the Forces of History
  • Global Brain: The Evolution of Mass Mind

Robert Anton Wilson

wilsonR. A. Wilson (1932-2007) foi um escritor americano que manteve estreito contato com T. Leary. Profundamente influenciado por suas ideias, deu continuidade ao desenvolvimento do modelo dos Circuitos Cerebrais. Também publicou algumas obras de ficção científica, como a série Illuminatus.

Sugestões de Livros

Mais sobre R. A. Wilson em psicologia e em ciências

Timothy Leary

learyT. Leary (1920-1996) foi um autor americano, doutor em Psicologia, professor assistente na Universidade de Berkeley e palestrante da Universidade de Harvard. Desenvolveu a teoria dos Circuitos Cerebrais. Profundamente envolvido com a contra cultura da década de 60, protagonizou uma série de teorias baseadas no estudo do comportamento humano, na busca pelo aumento da inteligência e da liberdade. Perseguido por seus ideais libertários, foi preso e ostracizado pelo establishment político e científico da época.

Sugestões de Livros

Guy-Ernest Debord

guy_debordGuy Debord, nascido em 1931, em Paris, suicidou-se em 1994, nas montanhas de Auvergne. Co-fundador, em 1957, da Internacional Situacionista, foi seu co-dissolvente em 1972.

Outros livros em português

  • Panegírico, Conrad Editora
  • Situacionista: Teoria e Prática da Revolução, Conrad Editora

Links Externos

Theodor Ludwig Wiesengrund Adorno (1903)

adornoAdorno foi um sociólogo, filósofo e músico alemão, membro da Escola de Frankfurt. Nos anos 30, uma era de produção e de cultura de massas, ficava claro que o capitalismo descobrira como se perpetuar. Ele se debruçou sobre os problemas da modernidade, e em particular a aceitação acrítica dos valores impostos pela mídia, cuja finalidade seria a de exercer um mecanismo de controle social e de indução ao consumismo.

Links externos

Livros em português

  • Dialética Negativa
  • Dialética do Esclarescimento
  • Minima Moralia

Raoul Vaneigem

raoulO Autor Raoul Vaneigem nasceu na Bélgica e, desde sua juventude, vive na França.
Junto com Guy Debord, é considerado o principal teórico dos situacionistas. Foi editor da revista Internacionale Situacioniste.

Livros em português

  • A Arte de Viver para as Novas Gerações, Conrad Editora
  • A Economia Parasitária, Editora Antigona
  • Nada é Sagrado, Tudo Pode Ser Dito; Editora Parábolas
  • A arte de não crer em nada e o livro dos tres impostores, Editora Europa America

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Hakim Bey

hakimHakim Bey é o pseudônimo de Peter Lamborn Wilson, um americano nascido em 1945. É escritor, poeta e ensaísta e está entre os autores que discutem o conceito de Zona Autônoma Temporária (TAZ). É um autor controverso, tanto que, por vezes, tem sido chamado de “Profeta do Caos.”

Links externos

Arte de Rua

http://www.banksy.co.uk/

http://www.wkinteract.com/

http://www.flickr.com/photos/sao/sets/72157601458813225/

http://www.flickr.com/photos/kriebel/

Fotografia

http://www.andrecypriano.com/

http://www.wesely.org/wesely/gruppe.php?var=humboldt#

http://www.lost.art.br/main.htm

Sebastião Salgado

Graphic Novels

ALAN MOORE

V de Vingança: Publicado na década de 80 em Londres, V de Vingança (V for Vendetta) tem como pano de fundo uma crescente inquietude em termos da perda de liberdade e da ameaça de uma guerra nuclear. A história é rica e intricada, e passa bem longe de obviedades e lugares comuns – quem imagina algo do tipo mocinho e bandido logo vai se decepcionar. A decadência da sociedade na qual a história é ambientada é explorada em múltiplas facetas. V é um anarquista que através de estratagemas bem definidos vai desmascarando a verdadeira face dos sistemas de poder, mostrando sua fragilidade, manipulação e violência. Seus métodos são executados com maestria em direção a uma meta muito clara, onde a sociedade poderá ressuscitar certos valores e reconstruir-se sob novas bases. A ilustração de David Lloyd é precisa e traz às claras as dúvidas e inquietudes dos personagens e da época em que a história foi escrita. Em essência é uma conclamação à revolta contra a complacência frente a tudo o que priva o ser humano de seu direito à liberdade.

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Watchmen: Essa história foi publicada pela DC Comics entre 86-87. Ela é ambientada num futuro cheio de violência e desigualdades sociais.  Envolve um grupo de super heróis de meia idade que resolvem voltar à ativa depois do assassinato de um deles. É uma história bem rica e complexa, no melhor estilo do Alan Moore. Existe uma dança muito interessante entre polaridades do tipo certo-errado, bem-mal, justiça-injustiça onde nada é o que parece, especialmente, nas figuras de Rorschach, um herói “politicamente incorreto” e de Ozymandias que apesar das boas intenções, acaba ferindo a humanidade em seu livre arbítrio. A versão para o cinema foi bem fiel à história original, apesar de alguns diálogos onde se abusa demais de jargões. Sem dúvida, é um dos clássicos da época.

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Do Inferno: Do Inferno (From Hell) foi primeiramente publicado entre 1991-1996 e é baseado numa história escrita por Stephen Knight que sugere que Jack O Estripador tenha estado por trás de uma teoria da conspiração envolvendo a família real britânica, que visava proteger a coroa de um herdeiro indesejado. É uma história longuíssima (mais de 500pgs) e há um estudo sobre as linhas leys de Londres que, para os interessados nesse assunto, é realmente fascinante. Também tem uma versão interessante para o cinema. Mas no geral, é recomendado só para quem tiver estômago forte.

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NEIL GAIMAN

Sandman: Sandman é uma obra vasta que consiste em mais de 80 volumes que vêm sendo publicados por Neil Gaiman desde a década de 80. É um dos grandes clássicos da época – ganhador de prêmios especiais, encabeçou por mais de uma vez a lista de best seller. O personagem central é Morpheus, o senhor da terra dos sonhos, um dos 7 irmãos chamados de Perpétuos (Destino, Morte, Delírio, Destruição, Desejo, Desespero são os nomes dos outros seis) sobre os quais se diz que existirão até o final do universo. A série é ilustrada por diversos artistas, mas a maioria das capas tem sido criada por Dave Mckean. Absolutamente imperdível.

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Livros da Magia:  Os Livros da Magia são uma série de 4 revistas, cada uma desenhada por um ilustrador diferente, que foi lançada no Brasil a partir de 2004 pela Editora Abril. Basicamente conta a história de um menino que passa por uma série de iniciações da tradição da magia. Ele é dirigido por figuras bem conhecidas dos leitores do gênero como o Constantine e o Dr. Oculto, que conduzem o garoto a aprender o que é necessário para se transformar num mago. Muito interessante e rico em exemplos. As ilustrações são excelentes, especialmente do John Bolton e do Charles Vess.

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The Dream Hunters: Essa Graphic Novel ainda não foi traduzida, mas pode ser encontrada no original nas melhores livrarias. Conta a história de uma raposa que se apaixona por um monge budista, cuja missão é guardar um templo no alto da montanha. Esse mesmo monge é alvo de um mestre em magia que tem uma única fraqueza: um medo obsessivo que lhe rouba as forças e a crença em si mesmo. Ele planeja induzir no monge um sonho para aprisiona-lo no Mundo dos Sonhos e roubar dele sua coragem. Só que a raposa descobre e se oferece ao Sandman, o guardião do sonhar, para morrer no lugar do monge. A história tem um lindo desfecho, com muita graça e poesia. Ler o Neil Gaiman no original acaba sendo uma experiência muito boa – a história tem uma narrativa muito particular e um ritmo no qual se misturam uma atmosfera de contos de fada e princípios do zen. Um destaque também deve ser dado para a ilustração do Yoshitaka: é sem dúvida, um espetáculo a parte.

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Mistérios Divinos: Essa história foi publicada no Brasil pela Devir em 2007. É uma história muito intrigante e para quem está acostumado com alguns modelos do Quarto Caminho, sem dúvida, será um achado. Ela se passa no Mundo Angelical, num momento em que antecede a própria criação, onde os anjos estão “gerando” as emoções. O anjo considerado o mais competente recebe como incumbência o projeto de dar origem ao amor. Só que ao final do processo, esse anjo é encontrado morto e tem início uma investigação para determinar o culpado. Envolvido nisso tudo aparece Lúcifer, que tem que tomar uma série de decisões, que poderão implicar, inclusive, em sua posterior “queda” das hostes angelicais. A ilustração adapta-se como uma luva ao roteiro, porque o desenho é um pouco diáfano, com muitos tons de azul, sugerindo que os cenários e personagens estão ocultos por trás das nuvens em algum lugar no céu. Imperdível.

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Link externo: Neil Gaiman’s Journal

OUTROS

Gavião Negro – Timothy Truman, Alcatena e Sam Parsons
O Gavião Negro (Hawkworld) foi publicado pela DC Comics pela primeira vez na década de 80. É uma excelente crítica social onde o protagonista, um jovem bem nascido e romântico, aos poucos vai entrando em contato com a realidade cruel das diferenças sociais que assolam o mundo onde ele vive. Uma série de corrupções envolvendo oficiais que deveriam garantir a segurança e sobrevivência das camadas mais pobres da sociedade é desvendada e o jovem tem que aprender através de duras lições, a exercer a justiça. A ilustração de Alcatena e Sam Parsons é cheia de vitalidade, detalhe e força, conferindo uma riqueza excepcional à história.

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Demolidor – Frank Miller e Bill Sienkiewicz
Essa história do Demolidor (Daredevil) foi publicada na década de 80 e envolve o Rei do Crime, cuja esposa sofre de uma doença psicossomática para a qual os médicos não encontram cura. Ele decide raptar a esposa de um psicólogo famoso, que se vê obrigado a tratar da mulher doente para conseguir a liberdade de sua esposa. Sua esposa é mantida sob vigilância por um psicopata que mal consegue distinguir sua loucura da realidade. O Demolidor entra em cena para resolver o caso. Apesar da história não ser das mais criativas, a ilustração do Sienkiewicz é uma das melhores – cheia de humor e de uma beleza excepcional. O Frank Miller fez um outro Demolidor que sugere uma origem para esse personagem – a história chama “O homem sem medo.”

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A bandeira do corvo – Alan Zelenetz e Charles Vess
A Bandeira do Corvo (The Raven Banner) faz parte da série “Os contos de Asgard” e foi publicado pela primeira vez na década de 80 pela Marvel Comics. É uma aventura baseada na mitologia nórdica, com a presença de vários de seus elementos mais marcantes. Conta a história de um jovem deus que se deixa iludir pelo mundo fantasioso dos “Trolls” e assim, não pode comparecer a uma batalha importante onde seu pai é morto. Ele tem que lutar contra sua própria covardia e inexperiência para recuperar o símbolo dos deuses que foi roubado na batalha. Charles Vess tem um estilo muito particular, e a arte em si, já vale a publicação.

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Marandi (Homem Aranha) – Susan K. Putney
Essa é uma historinha do Homem Aranha publicada no Brasil pela Editora Abril em 1986. Conta sobre uma menina que, para crescer, precisa vencer seus piores medos. É um pouco ingênua, mas tem um humor delicioso.

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Shamballa (Dr. Estranho) – J. M. de Matteis
Essa história foi publicada pela Marvel em 1986 e tem o Dr. Estranho como personagem principal. A história é um pouxco “rocambolesca” e segue uma tradição mágica-mística que, de certa forma, já está um pouco fora de moda. No entanto, vale como um registro histórico da herança deixada pelo movimento hippie da década 60-70, com toda a influência vinda do esoterismo oriental. Tem um pouco de tudo desde jogos com espelhos, linhas ley, labirinto, até o encontro com Maya, a “rainha do mundo das ilusões”. A ilustração é excepcional, uma aquarela muito delicada que sugere uma realidade quase onírica onde o místico vive suas experiências.

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Elektra – Frank Miller e Bill Sienkiewicz
Essa história foi lançada pela Marvel entre 86-87. Elektra tem de lutar contra uma possessão que envolve o candidato à presidente dos EUA, e cuja meta era dar início a uma guerra nuclear contra a Rússia. A história é muito rica, com vários toques de excelente humor. Uma crítica interessante à sociedade americana da década de 80. E como sempre, a ilustração de Sienkiewicz sozinha, já justifica toda obra.

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Ronin – Frank Miller
Ronin é um samurai no Japão medieval que tem seu nome desonrado com a morte de seu mestre. Ele persegue o assassino e é preso, ao mata-lo, por um encantamento que faz com que ambos perpetuem sua batalha ao longo dos séculos. No último confronto ambos ressurgem numa era cibernética, em um ambiente controlado por um super computador. É uma das histórias mais importantes de Frank Miller, pelo visual arrojado e inovador, com nítida inspiração no visual dos mangás.

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Lucifer Nirvana – Mike Carey e Jon J. Muth
Essa história foi publicada no Brasil pela Opera Graphica da Vertigo em 2005. Basicamente, é sobre um plano para matar Lúcifer e nesse plano está envolvida uma moça que segue a tradição budista. Essa história também mostra Lúcifer (chamado de Estrela da Manhã) dentro de uma visão bem diferente da usual, dando continuidade às idéias de outros autores, como Neil Gaiman. Aliás, num determinado momento da história, Lúcifer é definido por um outro personagem como aquele que “confunde a moralidade convencional,” uma definição, no mínimo, muito curiosa. Porém, mais do que a história em si, essa obra está aqui para falar do trabalho de Jon Muth, um dos melhores ilustradores da atualidade, ao lado de Dave Mckean e Bill Sienkiewicz. Apesar de todo o seu brilhantismo, infelizmente, ele ainda não chegou a participar de um projeto que realmente, mereça destaque. No entanto, seu nome não poderia deixar de ser citado.

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Asilo Arkham – Grant Morrison e Dave Mckean
Asilo Arkham (Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth) foi publicado originalmente pela DC Comics na década de 80 e foi na época, um best seller do gênero. Ela começa com um convite feito pelo Coringa ao Batman para que ele fosse encontra-lo no Asilo Arkham. É claro que o convite não foi feito (e nem aceito) em bases amigáveis, e a experiência desencadeia no Homem Morcego uma crise existencial bem adequada à atmosfera do Asilo. É uma história mais pesada, mas que contém alguns aspectos interessantes. O mais extraordinário é a ilustração de Mckean, que sem dúvida é um dos melhores ilustradores da atualidade.

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Principe de Aliors – Moebius
Liberdade – Frank Miller

Literatura

Jorge Luis Borges

Mario Benedetti

Linton Kwesi Johnson

Poesias e músicas no youtube:

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Fernando Pessoa

Walt Whitman

Cecília Meireles

Rumi

Rabia