Filosofia Grega / Egípcia

pythagoras

Pitágoras (~500aC)

Vindo da ilha Jônica de Samos, sugere-se que Pitágoras tenha estudado no Egito e na Mesopotâmia, até estabelecer-se na colônia grega de Cróton, na Itália. Ali desenvolveu uma escola de filosofia e uma fraternidade religiosa centradas no culto a Apolo e às Musas, e dedicadas ao conhecimento intelectual da natureza e ao desenvolvimento espiritual– ambos considerados como sendo intrinsecamente interligados. A filosofia e a ciência eram entremeadas pela religião de mistérios, especialmente o orfismo, e para ele, o conhecimento científico da ordem do universo natural representava o caminho para a própria iluminação espiritual. Para os pitagóricos, as formas da matemática, as harmonias da música, o movimento dos planetas e os deuses dos mistérios estavam todos essencialmente relacionados, e os significados dessa relação eram atingidos por meio de uma educação filosófica e religiosa que conduzia a alma humana a contemplar a mente criativa do universo.

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Life and Work
Works pf Pythagoras
The Pythagorean Theory of Music and Color

empedocles

Empédocles (490aC)

Foi um dos filósofos pré-socráticos mais importantes e um poeta de muita influência e habilidade. Ele é bastante conhecido pela sugestão de uma cosmogênese baseada nos quatro elementos (água, ar, fogo e terra). Ele também propôs certos poderes, chamados de Amor e Conflito, que agiriam como as forças responsáveis pela união (mistura) e separação desses elementos.

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Life and works
Fragments and Commentary

socrates

Sócrates (469aC)

Apesar da magnitude de sua influência, pouco se sabe com certeza sobre Sócrates. Ele não escreveu nada, mas está presente nos escritos de Platão, seu aluno mais ilustre. Da obra de Platão e de fragmentos de outros autores contemporâneos (Xenofonte, Aristófanes e o próprioAristóteles) é possível afirmar que Sócrates possuía uma inteligência incomum e um rigoroso sentido crítico. Ele parece ter tornado a afirmação délfica – “conhece-te a ti mesmo” – numa atitude constante. Sua morte teve profundo impacto entre os filósofos da época – ele foi condenado a morte por envenenamento, acusado de corromper os jovens com suas ideias. Apesar de o exílio ser uma alternativa, ele rejeitou todos os esforços em minimizar sua pena – reafirmou a correção de sua vida e sua missão de despertar os outros, mesmo diante de sua condenação. Ele não temeu a morte e a recebeu de braços abertos, como um portal para a verdade que ele tanto defendia e buscava. O relato de sua morte pode ser encontrado no Fédon de Platão, que retrata os momentos finais de Sócrates com muita beleza e profundidade.

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Life and Work
The Dialogues of Plato
The writings of Xenophon, such as the Memorablia and Hellenica
The satirical plays by Aristophanes
Aristotle’s writings
Voltaire’s Socrates

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Platão (~340aC)

O platonismo gira ao redor do conceito central do Mundo das Ideias ou das Formas Arquetípicas. Essas formas são primordiais à existência, sendo os objetos visíveis da realidade convencional, seus derivados imediatos. Essas Ideias não são abstrações conceituais que podem surgir na mente humana; ao contrário, elas possuem uma qualidade de ser e um grau de realidade superior ao do mundo concreto. Esses arquétipos manifestam-se no tempo e são atemporais e constituem a essência intrínseca das coisas. Para Platão, as pessoas não têm a consciência direta do nível arquetípico. Por exemplo, elas consideram a beleza como sendo um atributo da pessoa ou objeto que a contém. Mas para ele, um filósofo acostumado em observar a beleza em muitos contextos e refletir sobre ela profundamente, poderia vislumbrar a beleza absoluta – a própria beleza suprema, pura, eterna e não condicionada a qualquer manifestação. Ele desvenda a realidade autêntica atrás da aparência. Se algo é belo, é porque participa da Forma absoluta da Beleza. Assim, se muitos objetos compartilham de uma propriedade comum, essa propriedade não poderia estar limitada a uma instância material específica. Ela é imaterial, está além do espaço-tempo, transcende suas inúmeras instâncias e é universal. Platão sugere que o filósofo é aquele que vai do particular em direção ao universal, e além da aparência em direção à essência, numa sugestão de que se desconfie dos sentidos perceptivos, uma vez que o conhecimento que provêm deles é mutável, relativo e pessoal.

Apologia de Sócrates
Críton
Fédon
Filebo
Górgias
Banquete
Mito da caverna
Sofista
Parmênides
Teeteto

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Life and Work
Works of Plato
Plato’s dialogues (in Benjamin Jowett’s quaint translation)

aristotle

Aristóteles (~320aC)

Aristóteles foi aluno de Platão, e da mesma forma que seu mestre, moldou as bases do pensamento ocidental. A distinção mais importante entre os dois dizia respeito à natureza das Ideias e sua relação com o mundo empírico. Aristóteles não aceitava as conclusões de Platão de que a base da realidade existia num mundo inteiramente transcendente e imaterial de entidades ideais. A verdadeira realidade, segundo ele, era o mundo perceptível dos objetos concretos – o erro de Platão estaria em confundir qualidades com substâncias: a qualidade universal pode ser distinguida do indivíduo concreto, mas não é algo que subsiste por si mesmo ou que apresenta uma realidade independente. Assim, ele substituiu as Ideias pelas universalidades – qualidades comuns que a mente pode apreender no mundo empírico, mas que não existem independentemente desse mundo. A maior parte da filosofia de Aristóteles era nitidamente naturalista e empirista. Sua escola em Atenas era mais um centro para a pesquisa científica e reunião de informações que uma escola filosófica semi-religiosa como a de Platão. Se Platão empregava a razão para superar o mundo empírico e descobrir uma ordem transcendente, Aristóteles empregava a razão para descobrir uma ordem imanente no próprio mundo empírico. Entre ambos há uma harmonia elegante e uma tensão entre a análise empírica e a intuição religiosa que ainda exerce influência no pensamento ocidental até os dias atuais.

A Política
Tópicos
Arte Poética

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Works of Aristotle

seneca

Lucius Annaeus Seneca (~4aC)

Sêneca foi um filósofo estóico, que teve um papel fundamental na divulgação das obras dos filósofos gregos. O Estoicismo foi um ramo da Filosofia Helenista, que baseava-se numa forma específica de viver a vida – dizia-se que uma pessoa deveria ser considerada um filósofo, não pelo que ela dizia e sim, por seu comportamento e pelo que ela era. A obra de Sêneca contém os principais temas dessa filosofia, tais como, o universo é governado da melhor forma possível, por uma providência racional; a felicidade é conquistada por uma vida simples e harmônica em relação à natureza. Ele enfatizava alguns passos práticos através dos quais o leitor poderia confrontar os problemas da vida, e em especial, sua própria mortalidade.

Sobre a brevidade da vida

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Seneca’s essays in English (at Stoics.com)
Project Gutenberg

philo

Philo de Alexandria (~20aC)

Philo (ou Filon) de Alexandria, também conhecido como Philo o Judeu, foi um filósofo helenista que nasceu em Alexandria, no Egito. Ele desenvolveu uma síntese grego-judaica em torno do conceito de Logos que identificou como sendo a soma das Ideias do platonismo, que consistiriam em pensamentos eternos de Deus, criados por Ele como criaturas reais que antecediam a criação do mundo. Contemporâneo de Paulo de Tarso (também de formação grega), Filon parece ter influenciado as ideias iniciais do desenvolvimento da religião cristã, da mesma forma que o neoplatonismo. Alguns estudiosos sugerem que as frases de abertura do testamento de João (“No princípio era o Verbo…”) seriam fruto da influência dos pensamentos de Filon, sendo que o conceito de Verbo corresponderia ao do próprio Logos.

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Works of Philo

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Epíteto (~50dC)

Epíteto foi um filósofo estóico grego que, à maneira de outros filósofos dessa mesma linhagem, acreditava que a filosofia é uma forma de viver e não um conjunto de teorias. Para ele, os eventos externos são determinados pelo destino e estão além do controle pessoal – portanto, eles devem ser aceitos de forma desapaixonada. O sofrimento é justamente a consequência por tentar controlar o que não pode ser controlado. Por outro lado, cada um é responsável por suas próprias ações que devem ser examinadas e reguladas por uma observação rigorosa e disciplinada de si mesmo. Todos são responsáveis por todos, e aquele que seguir estes preceitos será capaz de encontrar a felicidade.

O Manual de Epitetus
Sobre a atenção

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Life and Work
The golden sayings of Epictetus
A Selection from the Discourses of Epictetus with the Encheiridion

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Plotino (~200dC)

Plotino é considerado um dos maiores filósofos do mundo grego e é considerado o fundador do Neoplatonismo (juntamente com seu professor Ammonius Saccas). Foi no Neoplatonismo que o espírito superior transcendente passou a ser definido como o “Uno.” Essa Unidade suprema não contém nenhuma divisão, multiplicidade ou distinção. Ela é anterior a toda forma de existência e nenhum atributo lhe pode assinalado, exceto o Bem e a Beleza. O Uno, num transbordamento de absoluta perfeição, produz o cosmos, numa série hierárquica de emanações. A primeira emanação consiste no intelecto divino ou Nous, no qual estariam contidas as Ideias Arquetípicas que se manifestam no mundo. Sua filosofia é essencialmente devocional, e busca a experiência do êxtase da união com essa Unidade, tendo influenciado profundamente o desenvolvimento da espiritualidade em várias tradições ocidentais.

Acerca do Bem ou do Uno – Eneade Tratado 9
A Ascensão para a união com o Uno
On beauty

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Life and Work
The Six Enneads
Stanford Encyclopedia of Philosophy

hermes

Hermes

A tradição Hermética, relacionada a Hermes Trimegistus, situa-se na convergência entre a filosofia grega e a tradição egípcia e existem várias controvérsias sobre sua origem. Parece ter havido vários autores cujos textos são atribuídos a Hermes, entre eles, Ammonius Saccas, o professor egípcio de Plotino que, junto com outros filósofos, produziram alguns dos materias relacionados a esta tradição.

O Poimandres
Discurso de Hermes a Asclepius
A Chave
Um discurso da mente para Hermes
Introdução do Livro Hermetica de Walter Scott (em inglês)
Corpus Hermeticum – G.R.S. Mead (em inglês)