Sufismo

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Fundamentos:

Sufismo
O grande sufismo
Legado Islâmico
Cosmologia Ismaelita
Zikr
Giro
Fikr
Latifas
Nafs
Nomes Divinos

corbin

Henri Corbin (1903-1978)

Henry Corbin foi um filósofo e teólogo nascido em Paris, e tem sido considerado um dos maiores eruditos em filosofia e misticismo. Ele foi professor da Universidade de Sorbornne (França) e da Universidade de Teerã. Participou das conferências de Eranus, na Suíça, juntamente com Jung e Durand, além de ter sido o primeiro a traduzir as obras de Martin Heidegger e Karl Barth para o francês. Ele introduziu o conceito do Mundo Imaginal no pensamento do ocidente, que influenciou o desenvolvimento da psicologia arquetípica deHillman. É um dos tradutores mais importantes da obra de Surahwardi e Ibn Arabi. Porém seu maior legado foi uma nova base de compreensão para as religiões monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), livre de limitações fundamentalistas de qualquer ordem. Longe de ter um interesse apenas acadêmico sobre esses assuntos, ele mesmo descreve como foi tocado, em sua juventude, à beira de um lago, por certas experiências que nortearam sua vida: “Tudo é apenas revelação… as nuvens estão claras, os pinheiros ainda não escureceram e a luz do lago os faz brilhar… tudo é verde. Não é necessário empertigar-se como um conquistador e querer dar nomes às coisas; elas é que dirão a você o que elas são, se você ouvir, se você ansiar por isso como um amante. E subitamente, na paz imperturbável desta floresta do norte, a Terra vem até você, visível como um Anjo ou talvez como uma Mulher, e nesta solidão densamente povoada e intensamente verde, o Anjo se apresenta também recoberto por um manto verde, o verde da terra, do silêncio e da verdade. Então, surge em você toda a doçura que está presente nesse momento de entrega a esse abraço triunfante. A cada momento em que você compreende a verdade daquilo que se apresenta, onde você ouve o Anjo, a Terra e a Mulher, você recebe Tudo, Tudo. Você, em sua pobreza absoluta, é o necessitário, você é o homem; e ele é o Divino, e você não pode conhecê-Lo, ou ao Anjo, ou à Terra, ou à Mulher. Você deve ser encontrado, tomado, conhecido – só assim eles poderão lhe falar. Do contrário, você permanecerá só.”

Mundus Imaginalis or the Imaginary and the Imaginal
Ibn Arabi y Khezr
Avicenna and the visionary recital
Cyclical Time and Ismaili Gnosis
History of Islamic Philosophy – part 01 – part 02
Inside Iranian Islam – vol2 – Suhrawardî and the Persian Platonists
Cyclical Time in Mazdaism and Ismailism
El hombre de luz en el sufismo iranio
La imaginación creadora en el sufismo de Ibn Arabí
Cuerpo espiritual y Tierra celeste – Prefacio
Book review: En Islam iranien: Aspects spirituels et philosophiques. By Henry Corbin
From Heidegger to Suhrawardi
Temple and Contemplation – part 01 e part 02
The dramatic element common to the gnostic cosmogonies of the religious books

Links externos

The Legacy of Henry Corbin
The Heart of the Prophetic Tradition
Association des amis de Henry et Stella Corbin
D’Orient et D’Occident

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Tom Cheetham

Tom Cheethan é um americano que tem despontado como um dos maiores revisores da obra de Henri Corbin, dando continuidade ao seu legado de buscar uma nova perspectiva sobre as religiões abrâmicas. Recentemente, ele publicou uma trilogia fundamental para a compreensão dos atuais paradigmas que envolvem o desenvolvimento espiritual.

Within This Darkness

Sugestões de Livros

After Prophecy
Green Man Earth Angel
World turned inside out

Links externos

The Legacy of Henry Corbin
The Heart of the Prophetic Tradition
Temenos Academy

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William Chittick

W. Chittick nasceu em Connecticut e completou seu PhD em literatura persa na Universidade de Teerã, sob a orientação de Hossein Nasr. Atualmente ele é professor da State University of New York. É considerado uma autoridade na tradução e interpretação da obra de Rumi e de Ibn Arabi.

Ibn Arabi e sua Escola
Ibn ‘Arabī on the Benefit of Knowledge
The Divine Roots of Human Love
Sufism: a beginner’s guide

Sugestões de Livros

The Sufi Doctrine of Rumi 
The Meccan Revelations (of Ibn Arabi)
The Heart of Islamic Philosophy: The Quest for Self-Knowledge in the Teachings of Afdal Al-Din Kashani
Sufism
The Self-Disclosure of God: Principles of Ibn Al-‘Arabi’s Cosmology
The Vision of Islam (Visions of Reality. Understanding Religions)
Imaginal Worlds: Ibn Al-‘Arabi and the Problem of Religious Diversity 
Faith and Practice of Islam: Three Thirteenth Century Sufi Texts 
The Sufi Path of Knowledge 
The Sufi Path of Love: The Spiritual Teachings of Rumi

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Hossein Nasr (1933)

Hossein Nasr nasceu em 1933 em Teerã e atualmente, é professor da George Washington University. É considerado uma das maiores referências sobre Islamismo e Sufismo.

Theoretical Gnosis and Doctrinal Sufism and Their Significance Today

Sugestões de Livros:

An Introduction to Islamic Cosmological Doctrines
Knowledge and the Sacred (Link externo)
Sufi Essays
Sadr al-Din Shirazi and His Transcendent Theosophy,
The Islamic Intellectual Tradition in Persia
The Garden of Truth: The Vision and Promise of Sufism
Three Muslim Sages
The Pilgrimage of Life and the Wisdom of Rumi
Isma’ili Contributions to Islamic Culture

Link externo:

O que é a tradição? tradução parcial do 2o capítulo do livro “Knowledge and the Sacred” de H. Nasr.
The Seyyed Hossein Nasr Foundation

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Peter Lamborn Wilson (1945)

Peter Lamborn Wilson ou Hakim Bey é um americano nascido em 1945. É escritor, poeta e ensaísta e está entre os autores que discutem o conceito de Zona Autônoma Temporária (TAZ). É um autor controverso, tanto que, por vezes, tem sido chamado de “Profeta do Caos.” Tem também publicado textos importantes sobre o Sufismo.

Os xeiques tem dois estados
The Anti Caliph
Anarco-Monarquismo e Anarco-Misticismo
A Arquitectonalidade da Psicogeografia ou os Hieróglifos da Deriva
Ataque Oculto às Instituições

Links externos

Blog: Reality Sandwich
Video no You Tube

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Rabia al-Adawiyya (717–801)

Rabia nasceu em circunstâncias humildes e foi vendida como escrava quando era ainda criança. Mais tarde, ela fixou residência em Basra onde foi reconhecida e estimada como uma santa. Ela é considerada como a primeira pessoa a introduzir o caminho místico do amor na tradição sufi e islâmica de forma livre e independente de quaisquer formulações religiosas ou sociais de seu tempo e cultura. Ela é reconhecida como uma das mulheres mais importantes de toda a história do Islão, bem como uma poetiza cuja obra apresenta uma rara mistura de sabedoria e beleza. A ela são atribuídos vários poemas que servem de referência ao caminho do coração: “Em minha alma existe um templo, um santuário, uma mesquita, uma igreja onde me ajoelho. A oração deveria nos trazer a um altar onde nenhuma parede ou nome existe. Não há uma região do Amor onde a Soberania não é iluminada por nada, onde o êxtase jorra para dentro de si mesmo e se perde, onde as asas estão totalmente vivas, mas não há mente nem corpo? Em minha alma existe um templo, um santuário, uma mesquita, uma igreja que se dissolvem, que se dissolvem em Deus.”

Biografia
Poemas selecionados

Outras Biografias:

Faradudin Attar – Muslim Saints and Mystics (pgs 29-47).
Margaret Smith – Rabi’a the Mystic and Her Fellow-Saints in Islam

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Shihabudin Suhrawardi (1155-1191)

Suhrawardi (Shihab al-Din Abu al-Futuh Yahya ibn Habash ibn Amirak al-Suhrawardi ou Sheique al-Ishraq) nasceu numa vila na Pérsia. Ele estudou em Zanjan e Isfahan até completar sua formação em religião e ciências filosóficas e aderiu ao Sufismo. Ele se instalou em Aleppo onde, devido à oposição com certas ideias predominantes em seu tempo, ele foi morto ainda muito jovem, com 38 anos de idade. Suhrawardi foi um grande místico e filósofo e restaurou no coração do Islão a philosophia priscorium (al-hikmat al-atiqah) que pode ser traduzida como filosofia antiga ou venerável, e é fruto do treino do intelecto e da purificação do coração através do Sufismo. Seus tratados estão entre as obras primas da filosofia islâmica, e partem dos pressupostos de Avicena e dos Peripatéticos e culminam em seu livro Hikmat al Ishraq. Poucos escritores combinaram com tanta maestria e profundidade uma metafísica de altíssimo nível com uma prosa poética de tanta beleza e qualidade literária. Ele integrou o Platonismo com a angeologia Mazdeana na matriz da gnose islâmica. Ele afirmava que existiram duas tradições de origem divina: uma delas surgiu em Pitágoras, Platão e outros filósofos gregos até Aristóteles, e a outra, nos sábios da antiga Pérsia. Ele também identificou Hermes com o Profeta Idries, a quem concedeu o nome de Pai dos Filósofos, e foi considerado como o recipiente do conhecimento celeste, que deu origem à filosofia. Foi finalmente no coração do Islão que essa tradição foi restaurada por Suhrawardi e recebeu o nome de Filosofia da Iluminação (al- hikmat al-ishraq).

Biografia de Shihabudin Suhrawardi
Apresentação da Filosofia da Iluminação
Prefácio da tradução de Henri Corbin ao livro “O Arcanjo Empurpurado”

Recitais comentados

Introdução
O Sussurro das Asas de Gabriel
O Símbolo da Fé dos Filósofos
O Recital do Exílio Ocidental
O Tratado dos Pássaros
Glossário dos termos
A Luz de Sakina na Filosofia da Iluminação de Suhrawardi
Suhrawardī’s apperception of the self in light of Avicenna
Entre a Filosofia e a Mística: Suhrawardi e a Metafísica da Luz

Link externo:

Suhrawardi – Stanford Encyclopedia of Philosophy
Lista das publicações

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Ibn Arabi (1165-1240)

Abu Abd Allah Muhammad ibn al-Arabi é provavelmente o autor sufi mais influente na história islâmica. Ele foi chamado de Muhyi al Din “O Revificador da Religião” e de al-Shaykh al-Akbar “O Maior dos Mestres.” Exerceu influência no pensamento de todos os sufis posteriores, que expressaram seus ensinamentos em termos filosóficos e espirituais. Ele foi capaz de combinar as várias correntes esotéricas do mundo islâmico de seu tempo – os pitagóricos, a alquimia, astrologia e diferentes perspectivas do Sufismo – em uma vasta síntese moldada pelo islamismo. Ele nasceu em Múrcia (na Espanha) e se estabeleceu em Damasco, onde um círculo de discípulos, incluindo al-Qunawi, acompanhou-o até sua morte. Um de seus poemas mais famosos pode ser encontrado no seu Tarjumán al-Ashwáq: “Meu coração pode assumir qualquer forma – um pasto para gazelas, um claustro para os monges cristãos, um templo para os ídolos, a Kaaba para os peregrinos, as tábuas da Torá ou as páginas do Corão – pois minha religião é a religião do Amor. Qualquer que seja a direção que o Amor tomar, esta será minha fé e minha religião.”

Ibn Arabi e sua Escola – biografia, trabalhos e fundamentos
Fusus al-Hikam – The Seals of Wisdom
A Teofania da Perfeição
Tarjumán al-Ashwáq – a collection of mystical odes
On Majesty and Beauty
The Book of Annihilation in the Contemplation
Ibn al-¡Arab’’s Testament on the Mantle of Initiation (al-Khirqah)
The Kitâb al-inbâh of ‘Abdallah Badr al-Habashi
Book of the Quintessence of What is Indispensable for the Spiritual Seeker (A partial translation ofAdab al-Murîd)
The Alchemical Marriage of Intellect and Soul
The Beauty of Oneness witnessed in the emptiness of the heart
The experience and doctrine of love in Ibn Arabî
O Compassivo Ilimitado: A vida espiritual e o pensamento de Ibn ‘Arabî

Links externos

Epistle on Cosmic Unification
The Muhyiddin Ibn ‘Arabi Society
Selections from al-Futuhat al-Makkiyya (Meccan Revelations)
R. Landau – The philosophy of Ibn Arabi

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Rumi (1207-1273)

Mevlana Jalaluddim Rumi nasceu em Balk, antiga Pérsia e atual Afeganistão. Seu pai, Bahauddin Walad, foi um dos maiores eruditos de seu tempo, conhecido comoSultan Ulema, o Sultão dos Sábios e teve influência decisiva na formação de Rumi. Bahauddim migrou ao longo de alguns anos com sua família, até estabeleceu-se em Konia (Turquia). Com a morte de seu pai, Rumi assumiu a sua madrassa aos 24 anos. Ele era reverenciado por todos seus discípulos, e a população em Konia o chamava de Mevlana (nosso mestre). O impacto da obra de Rumi transcendeu os limites do Sufismo e do Islão. A universalidade e humanismo de suas idéias e posturas foram responsáveis por reunir à sua volta discípulos de todas as religiões e tradições. O que distingue sua poesia e idéias, bem como sua trajetória pessoal, é a forma apaixonada com que buscou, nas expressões da Beleza e do Amor, os elementos intrínsecos da relação do homem com o Criador e com a própria criação. Mevlana é o poeta do Amor, mas um amor que não está baseado em fantasias e ilusões, mas na luta desesperada e apaixonada da alma em encontrar a Verdade. E nessa luta é possível atingir a compreensão de que tudo o que separa a alma de seu objetivo é a própria incapacidade do ser humano em atingir sua plenitude. Somente após remover os véus causados pela própria cegueira é que será possível penetrar nesta saudade e amor, que faz girar o universo, eternamente inebriado pela beleza e perfeição.

Biografia
Poemas selecionados
Trechos do Fihi-ma-Fihi

Livros sugeridos:

Mathnawi (versão em ingles)
Poemas Místicos – Divan de Shams de Tabriz
Fihi ma fihi

Outros expoentes do Sufismo:

Aflaki – The Whirling Ecstasy
Andaluzi (Ibn Hazm al Andaluzi) – In pursuit of virtue ; The Ring of the Dove
Attar – A Conferência dos Pássaros (versão resumida); Muslim Saints and Mystics
Bahauddin Naqshaband – O recital
Bistami – A Ascensão de Abu Yazid Bistami
Gazali – The 99 Names and Atributes of Allah ; Mishkat al-Anwar (The niche for lights)
Jami – Lawa’ih: a treatise on SufismJoseph and Zuleika (versão resumida); Salaman and Absal (link externo)
Kubra – Adab al-Suluk: A Treatise on Spiritual Wayfaring
Sa’di – The Gulistan of Sa’di
Sanai – O Jardim Amuralhado da Verdade
Semnani – Os 7 orgãos sutis do homem
Shabistari – The Secret Rose Garden (link externo)
Umar bin Muhammad-i-Suhrawardi – Adab em direção a Deus

Outros textos:

Muhammad Said al-Jamal – Adão o Califa de Deus
F. X. Halloran – Um católico entre os sufis
René Guénon – Apercepciones sobre el esoterismo islámico y el taoismo
Ya’qub ibn Yusuf – A redenção de Shekinah
G. C. Anawati – A incessante repetição do nome divino
Autor desconhecido: Baqa, o retorno ao oceano
David Catherine – Nature, Theophany and the Rehabilitation of Consciousness
Sara Sviri – Hakîm Tirmidhî and the Malâmatî Movement in Early Sufism
W. H. T. Gairdner – O Caminho do Místico Muçulmano
John G. Bennett – The meaning of Hu (link externo)
Yezidis – Religion and societySacred Books and Traditions
J. A. Subhan – Sufism – its saints and shrines: an introduction to the study of Sufism with special reference to India
Reza Arazteh – O Crescimento em direção ao Eu (Growth to selfhood)
R. A. Nicholson – The mystics of Islam
Martin Lings – Que és el sufismo?
Sidi Muhammad – The Stations of the Way
N. A. Pavlis – An early sufi concept of qalb: Hakim al-Tirmidhi’s map of the heart
N. Heer – The station of the heart
L. Vaughan-Lee (ed) – Sayings of sufi masters
Edrisi FernandesA experiência de Deus na mística islâmica
Edrisi Fernandes: Douta ignorância e treva luminosa no pensamento de Jami
Edrisi Fernandes: Ontologia e liberdade mística Neoplatônicas no “Neoconfucionismo Islâmico”
Edrisi Fernandes: O problema do mal em Nicolau de Cusa
Cecilia Cintra Cavaleiro de Macedo: Êxtase místico e desejo de Deus como distância no caminho: oMahasin Al-Majalis de Ibn al Arif de Almeria
Cecilia Cintra Cavaleiro de Macedo: Avicena e a “Filosofia Oriental”
Cecilia Cintra Cavaleiro de Macedo: Entre dois mundos
Laleh Bakhtiar – The Sufi Enneagram Interview
Samir Mahmoud – Ta’wil and the angel

Livros em português:

Al Gazali. A Alquimia da felicidade. Fissus. 2002.
Amir Khustu. O Jardim e a Primavera. Attar. 1978.
Anton Kiela. O Sufismo. Martins Fontes. 1984.
Coletânea. Textos Sufis. Dervish. 1990.
Ernest Scott. O Povo do segredo. IBRASA. 1995.
Farid ud Din Attar. A linguagem dos pássaros (texto completo). Attar. 1991.
Hakim Sanai. O Jardim amuralhado da verdade (resumido). Dervish. 1985.
Ibn Arabi. A Alquimia da felicidade perfeita. Landy. 2002.
James G. Cowan. Onde dois oceanos se encontram. Gente. 1992.
A Última Barreira. Reshad Feild. Eleusis. 1995.

Sufi Orders and Their Shaykhs: University of Georgia